sexta-feira, 17 de setembro de 2010

1º dia - Não é mais escola!

A gente sempre pensa que tudo está melhorando, que dessa vez, "tudo vai dar certo". Você passa pra faculdade federal do seu estado, muda de cargo na empresa que vc trabalha e que por sinal estava louca pra sair (mas já que resolveram te dar oportunidade, né?!), gosta de uma pessoa que mostra querer largar tudo e todos pra estar com vc, mas de repente vc se vê em outros ambientes, com outras pessoas, uma necessidade gigante de mostrar o que pensa, de ser engraçada, de estar enturmada com todas as pessoas (sem exceções), acaba virando amiga, simplesmente do nada dessas pessoas que vc nunca havia visto na vida, mostra quem realmente vc é e doa a quem doer... Ai sim aparece ELE, aquele que te desconserta nas conversas, aquele que o olhar te constrange, que faz suas palavras fugirem da sua boca, faz vc querer fugir dali, mas não pra longe e sim para os braços dele. E que braços!!! Que pele!!! Quente... macia, gostosa, aquela pele que dá vontade de morder, lamber, beijar, acariciar, beliscar, bater, fazer carinho... Mas e a beleza, ficou aonde? Bom não sei, estou tentando achar ainda.
Aquele estilo de homem, mas homem de verdade, daqueles que te pega com vontade, sabe? Que te deixa arrepiada e que tira totalmente a sua vontade de se livrar dele, o que vc quer é estar cada vez mais ali perto, mais encostada, podendo pegar na pele dele, sentir ele quente, ele te olhar e te desejar de uma forma que só vcs entendem...
A vontade, o desejo que vinha dentro de mim por ele era tão gigante e ao mesmo tempo me deixava tão infantil e envergonhada, que fui capaz de negá-lo e ele como homem sempre a caça, foi a vingança, e eu vi aquela cena ali, bem de frente pra mim, ele com outra! O que eu queria fazer naquele momento? Não sei... Bater? Gritar? Correr? Me jogar da varanda da festa lá embaixo? Ai que raiva!! Aquilo não podia estar acontecendo. Pq eu neguei? Ele é meu! Só meu.. Ou era.. ou não será, talvez nunca tenha sido.. que medo, que raiva, que tudo!!!
Sai correndo, gritando... A raiva tinha se apossado de mim, do meu corpo, da minha alma e o que eu mais queria era acabar com ele, nunca mais olhar para aqueles olhos lindos, cor de mel, não tocat mais naquela pele morena, pele quente, aquela boca que muita cede me dava.
Fui embora!
No dia seguinte minha paixão falou mais alto, e num impulso só me atirei virtualmente a ele, falei tudo o que eu sentia e senti quando o vi nos braços de outra, me senti a pior criatura da face da Terra, quando não se pode fazer nada, quando todas as suas expectativas já se foram e nada te restou. Eu não acreditei e nem esperei que ele me respondesse, mas respondeu, se culpando (O inferno não são os outros, somos nós mesmos e dessa vez o inferno sou eu, eu que errei.) Essa frase marcou, marcou aquele dia tão lindo... Então continuei o meu rumo para a rodoviária e ele foi ao meu encontro, nos beijamos no meio do nada, minha alma saiu do meu corpo unindo-se a dele.
Nossa! Que beijo... que pele... Que saudade irei sentir nestes dias longe de ti..
Voltei.. e tudo foi maravilhoso, muitos beijos, muitas saudades.
E agora me pergunto: "pq tudo se afasta, se esquece, esfria, acaba?".
Pq hoje não somos os mesmos?
Cadê aquela vontade? Cadê aquela pele? Cadê aquela paixão arrebatadora?
Talvez ainda tenha, mas não estamos enxergando!
Só sei dizer que não é mais escola, onde tudo passa... Agora é faculdade, onde fazemos as escolhas para o nosso futuro, onde conhecemos as pessoas que possivelmente não nos abandonarão mais, aquelas que vão nos ajudar e vc vai mudar novamente o nome dos padrinhos e madrinhas dos seus filhos... rs
Agora somos nós, contra ou a favor de nós mesmos!
Dizer que te adoro, é o que me resta... e confirmar que sua pele me deixa cedenta, é o que tenho pra vc...

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