sábado, 18 de setembro de 2010

A estratégia

Vou ou não vou, eis a questão!
Questão definida e respondida: claro que eu vou, estou com saudades, oras!
Esperei ardentemente por um onibus, nada passava, seria aquilo um aviso para eu não ir mais? Claro que não! Tenho que ir... 30 minutos se passam, eis que surge o danado do ônibus, mas que vontade de xingar aquele motorista, quem ele pensa que é para deixar as pessoas esperando por tanto tempo? Humpf!!
Enfim, encontro-o, de branquinho, lindo! Beijei e claro, encostei naquela pele quente, macia.. ui.
De cara, vejo um cachorro da raça "PitBull" de frente pra mim, logo falei: "Não é naquele portão ali não, né?" - A resposta veio suave e saindo daqueles lábios lindos, grossos, morenos, que dizia: "Sim!, é o Hacker." (Sim, o cachorro dele se chama Hacker), enfim, tenho que entrar, me apresento a irmã dele, idênticos por sinal, só havia os dois em casa. Fomos para o quarto (de portas abertas), entre muitos beijos, um pássaro da espécie calopsita chamado "Bob", um MSN que não parava de tocar, de piscar, isso já me irritou, como assim MSN??? Quero toda atenção pra mim. Mas enfim, depois de um longo tempo, meu celular toca, não atendi, era minha mãe, na certa já estava em casa (22:47h) e queria saber onde eu estava, que saco aquilo, poxa me deixa, sou vacinada, tenho 21 anos, não sou mais virgem, tenho o meu dinheiro e tô a fim de ficar com o MEU CARINHA, posso? Não daria pra ficar mais tempo sem inventar alguma coisa, enviei uma mensagem (adoro sms, resolve-se tudo num passe de mágica), dizendo que estava no cinema, que o filma estava acabando e que logo após eu ligava - pura mentira, o lance estava é ficando bom.
Começou com beijos quentes e molhados pelo meu corpo, uma respiração forte, uma vontade, aquela pele quente, macia... Aqueles braços fortes, aquelas mãos grandes me pegando, passeando pelo meu corpo, aquela boca no meu pescoço, aquele olhar de quem quer e vai ter, em meios de não e sim, de sim e de não, de para e me solta, de vou embora, me larga, intercalados por me beija, vem, me abraça, me pega... E no final, tudo dá certo, tudo sai gostoso, o tempo voa, a vontade só aumenta, que gostoso, que delícia, como eu pude esperar tanto??? 15 dias podendo já ter experimentado aquela louca e maravilhosa sensação que é o corpo dele. Arranhões foram espalhados como se fossem para marcar território. Naquele momento que ciúme que nada, ele é meu e eu sou dele, nos queremos mais que tudo neste instante.
Ao término do ato, um beijo delicioso, como jamais demos até hoje (incríveis 15 dias), eu queria mais e mais, queria tantos beijos como se nunca o tivesse beijado, no final, um beijo na minha testa em sinal de respeito. Bonito, não? Gostei! (Sai correndo, meu onibus estava vindo, corri mais um pouco, um beijo de despedida..)
Nossa... 23:43h - quase 00h, minha mãe já deve estar em casa, e eu aqui, de chinelos e tinha dito que ia ao shopping, agora já no cinema, o que ela vai pensar?? Vaca! Mentiu pra mim.. Mas perae, tomara que ela esteja dormindo, que só assim entro devagar, apago as luzes e ela nem olha pros meus pés...
Cheguei em casa, a luz da sala acesa, que medo! Empurrei a porta sem fazer barulhos, apaguei a luz, fui ao quarto, troquei os chinelos por um sapatinho, voltei na sala e disse "Oi mãe, cheguei!" e ela dorminhoca, só disse "Demorou hein..." - É mãe, se eu for te contar como foi o filme, tenho certeza que vai me por um cinto de castidade! rsrsrsrsrs
Sei que quero mais, em meio a estratégias, quero mais. Quero dormir de conchinha, beijar a noite toda, encostar, arranhar, acariciar, pegar... tê-lo!

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